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25.5.11

"Conhecimento é experiência. O resto é informação."

Já no nosso primeiríssimo encontro vimos aquilo o que distingue dado de informação, informação de conhecimento, de competência e de aprendizagem. Quando eu digo que "encontrei a fonte"(foi o exemplo que escolhi), a palavra"fonte", isoladamente, é interpretada de uma maneira diferente por cada um que a recebe.

Mas isto não é suficiente para reduzir a incerteza do grupo diante de tantos significados. Fonte: s.f. Água viva que sai da terra; nascente: fonte de água mineral. Chafariz, bica. Chaga aberta com cautério. Fig. Princípio, origem, causa: a eleição é fonte do poder. O texto original de uma obra. Cada um dos lados da cabeça que formam a região temporal. Fonte limpa, a causa primária de um fato, a sua verdadeira origem; autoridade competente: sei isso de fonte limpa.

Assim, se a razão de ser da informação é reduzir as incertezas, enquanto não ficar claro para todos do que estou falando, "fonte", não passará de um dado. Assim, eu digo que "encontrei a fonte Bauhaus que tanto procurava para instalar e aplicar em um texto". "Fonte", faz parte da taxonomia popular do jornalismo, ou seja, é uma palavra que classifica a letra ou tipo utilizado na composição gráfica de um texto.

A partir do momento que este dado passa a fazer sentido para meus ouvintes, pois foi devidamente contextualizado, aí então se configura a informação. Já o conhecimento, a despeito dos infinitos conceitos e descrições que lhe são atribuídos científica e empiricamente, ele acontece para cada um de nós, é único. Aquilo o que eu sei me pertence, mas pode ser partilhado. "Conhecimento é experiência, o resto é informação." - dizia Einstein.

De fato está aí a diferença: qualquer pessoa pode fazer o download do documento de texto com, por exemplo, a fórmula da Coca-Cola na internet. Mas isto não garante que se possa recriá-la. Para isto é preciso uma competência essencial. Conhecimento se dá quando você transforma a informação (saber) em fazer. A competência é um "cha" (conhecimento + habilidade + atitude).

Já a aprendizagem, ela acontece quando aquele conhecimento é internalizado e passa a fazer parte (na-tu-ral-men-te) de nossos afazeres diários. A gestão do conhecimento é, portanto, uma maneira de a organização se autoconhecer, saber onde estão os dados, informações, conhecimentos e competências nela dispersos e como pode aprender, ensinar e inovar com isto.

Nesta disciplina surge a oportunidade de contribuirmos efetivamente na constituição de uma Cultura da Informação na Organização Pública. Para tanto, vamos nos informar para formar; conhecer não somente sobre a informação em si e o bem (capital intelectual) que ela representa, mas como podemos lidar com ela e realizar a partir dela.

DICA: para uma melhor apreensão do conhecimento, procure comentar os conteúdos postados; e/ou comentar com colegas, ou (pelo menos) fazer apontamentos em seu caderno.